
Foto: VEJA
A tâmara é um fruto valioso cultivado há milênios no Oriente Médio.
A tâmara, cujo nome tem origem árabe, é reconhecida mundialmente como uma dádiva doce da natureza. Cultivada por milhares de anos na região que hoje corresponde ao Iraque e à Península Arábica, a tamareira desempenhou um papel vital no desenvolvimento das primeiras civilizações. Registros indicam que seus frutos eram consumidos já 5.000 anos antes de Cristo, e na antiga Mesopotâmia, o cultivo da tamareira era metódico.
Em ambientes áridos, as tâmaras forneciam um alimento nutritivo, durável e fácil de transportar e armazenar. Além disso, a árvore oferecia sombra, fibras, folhas e madeira. Sua relevância é evidenciada no Código de Hamurabi, um dos documentos jurídicos mais antigos, que estabelece normas para o cultivo das tamareiras e a divisão da produção entre proprietários e jardineiros. O texto determina que jardineiros que não realizassem a polinização das árvores femininas, essenciais para a produção de frutos, seriam responsabilizados pela perda.
Embora o vento e os insetos realizem a polinização naturalmente, os agricultores antigos aprenderam a fazê-lo manualmente, aumentando assim a colheita. A paisagem típica das tamareiras é frequentemente associada aos oásis, onde palmeiras se erguem acima de outras plantações, criando um microclima que favorece a agricultura e o comércio.
Em um momento de vulnerabilidade, como o parto de Maria, mãe de Jesus, o Alcorão menciona uma palmeira como abrigo, onde ela recebe a orientação para sacudir o tronco e fazer cair tâmaras maduras, garantindo alimento e conforto.
A importância da tamareira na cultura popular é refletida em um ditado que sugere que "quem planta tâmaras não colhe tâmaras", enfatizando a paciência necessária para sua produção. Apesar de levar anos para frutificar, quem planta pode sim desfrutar de sua colheita. A multiplicação das tamareiras, geralmente feita por brotações, assegura a preservação das características das plantas originais.
Uma das variedades mais conhecidas atualmente é a Medjool, originária de um oásis no Marrocos. Seu tamanho, textura carnuda e sabor adocicado a tornaram popular em receitas funcionais, substituindo o açúcar e enriquecendo preparações como shakes de banana e linhaça.
Ao fazer compras para as festividades de dezembro, vale lembrar que, para os antigos, a tamareira possuía diversas utilidades, refletindo a riqueza de suas contribuições ao longo dos anos.
Fonte: VEJA
Relacionadas
SemaClique: nova caneta de semaglutida é lançada com preços divulgados
06/11/2026 às 09:01
Por Redação
Avanços em tratamentos oncológicos preservam qualidade de vida dos pacientes
06/11/2026 às 06:00
Por Redação
Mais Lidas


