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O comprimido Aquipta é indicado para adultos com pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca; detalhes sobre preço e lançamento ainda não foram anunciados.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, no dia 8 de novembro, o registro do medicamento Aquipta (atogepanto), destinado à prevenção de crises de enxaqueca. A resolução foi divulgada no Diário Oficial da União e aprova duas dosagens do medicamento: 10 mg e 60 mg, disponíveis em caixas com 28 comprimidos.
O Aquipta é indicado para adultos que apresentam pelo menos quatro episódios mensais da condição. O princípio ativo, atogepanto, atua no bloqueio de vias relacionadas à dor, visando a prevenção das crises. Segundo a Anvisa, pesquisas demonstraram que o medicamento consegue reduzir significativamente o número de dias com enxaqueca em comparação com o placebo, sendo eficaz tanto em casos de enxaqueca episódica quanto crônica.
A enxaqueca é caracterizada por dores intensas, geralmente em um dos lados da cabeça, e pode incluir sintomas como aura, aversão à luz e náuseas. Fatores como estresse, ansiedade, falta de sono e certos alimentos, como café e chocolate, podem desencadear as crises. A hereditariedade também é um fator relevante, com a probabilidade de desenvolvimento da doença variando de 50% a 75% caso um ou ambos os pais a tenham.
Considerada a segunda doença neurológica mais comum, afetando cerca de 1 bilhão de pessoas, a enxaqueca é a sexta condição mais incapacitante segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O lançamento do Aquipta representa uma nova abordagem no tratamento, focando especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da enxaqueca, ao contrário de outras opções terapêuticas disponíveis.
Ainda não há cura para a enxaqueca, mas a doença pode ser controlada com diagnóstico adequado, acompanhamento especializado e estratégias personalizadas, o que é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Fonte: VEJA
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