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Robôs começam a ser utilizados em procedimentos estéticos, aumentando a precisão e segurança das cirurgias. O uso da tecnologia na área cresce exponencialmente.
Os robôs assistentes, inicialmente utilizados em cirurgias urológicas, estão agora sendo incorporados na cirurgia plástica. O Brasil deu um passo importante nesse sentido com a realização de um lifting facial assistido por robô no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, no final de agosto. Este procedimento, denominado "deep plane facelift", visa atenuar sinais de envelhecimento, como flacidez e rugas.
O cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), liderou a operação, que segue técnicas convencionais nas fases iniciais. Rubez explicou que o descolamento do rosto é feito em um plano profundo, próximo aos nervos faciais, e que a lesão de um nervo pode resultar em paralisia facial. É nesse ponto crítico que o robô é utilizado, aumentando a visualização e a precisão dos movimentos durante a cirurgia, embora sempre sob controle humano.
A intervenção com o robô durou cerca de 45 minutos, e a paciente, uma mulher de 57 anos, recebeu alta no dia seguinte. O uso robótico na cirurgia plástica está em crescente ascensão, com um estudo recente publicado na Nature Digital Medicine indicando que a pesquisa nesse campo cresce a uma taxa de 15,9% ao ano, explorando desde a precisão até a possibilidade de procedimentos minimamente invasivos.
Rubez destacou que esse avanço pode marcar um novo momento na cirurgia plástica no Brasil, comparando com estudos realizados na Rússia, que se concentraram em camadas mais superficiais. Ele acredita que, com a redução dos custos dos robôs, mais cirurgiões poderão adotar essa tecnologia, ampliando o uso da cirurgia robótica em diversas áreas médicas.
Fonte: VEJA


