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O Brasil registrou uma queda de 94% nos casos de Mpox em 2026, mas a vacinação continua a ser uma prioridade estratégica.
O Ministério da Saúde do Brasil anunciou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a Mpox, visando aumentar o estoque do imunizante disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada durante uma reunião em 4 de outubro e a aquisição será realizada através do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Em 2026, o país registrou 665 casos de Mpox, uma redução de 94% em relação a 2022. Apesar da queda significativa, o Ministério enfatizou a necessidade de manter a vigilância e garantir a disponibilidade de vacinas para os estados. Em comunicado, a pasta destacou que essa compra é uma medida preventiva e estratégica, essencial para a capacidade de resposta do SUS frente a possíveis mudanças no cenário epidemiológico.
A transmissão da Mpox ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele de pessoas infectadas, além de secreções corporais, como pus e saliva. Objetos contaminados e o contato próximo com secreções respiratórias também podem facilitar a disseminação do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que indivíduos com múltiplos parceiros sexuais estão em maior risco de contrair a doença.
No dia 31 de outubro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um reforço na distribuição de vacinas contra Mpox para o estado do Rio de Janeiro, onde foram reportadas 74 infecções nos últimos dois meses, um aumento significativo em comparação com o mesmo período de 2025, que registrou apenas dez casos.
A vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, que estão mais suscetíveis a formas graves da doença. O esquema vacinal consiste em duas doses, com intervalo de 28 dias, e as pessoas devem se cadastrar nos Centros de Referência onde já recebem acompanhamento.
Outros grupos que podem receber a vacina incluem pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que lidam com amostras de Mpox.
Os sintomas da Mpox incluem erupções cutâneas, linfonodos inchados, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. As lesões geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo, podendo aparecer nas palmas das mãos e solas dos pés.
O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem atendimento médico se apresentarem lesões na pele acompanhadas de febre ou ínguas, ou se tiverem estado em contato próximo com casos suspeitos ou confirmados. A OMS também alerta que o estigma e a discriminação associados à Mpox podem dificultar a busca por atendimento, especialmente entre as comunidades mais afetadas, como homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e grupos de diversidade de gênero.
Fonte: VEJA
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